Lei regulamenta guarda compartilhada de pets: 'São seres que fazem parte da família', diz advogada

  • 30/04/2026
(Foto: Reprodução)
7 cães da raça Spitz vivem com os tutores, que são separados e dividem a guarda dos animais Arquivo pessoal No dia 17 de abril, o governo federal sancionou e publicou a lei que regulamenta a guarda compartilhada de animais de estimação quando casais se separam. Abaixo confira os principais pontos da lei: A guarda compartilhada será adotada como regra quando não houver acordo entre o ex-casal; Pet é considerado uma "propriedade comum" se viveu a maior parte do tempo durante a relação; O juiz vai definir a divisão do tempo com o animal com base no bem-estar e nas condições de cada tutor; Custos do dia a dia (alimentação e higiene) são responsabilidade de quem estiver com o animal; Despesas extras (veterinário, internações, medicamentos) devem ser divididas igualmente; Guarda compartilhada não será concedida em casos de violência doméstica ou maus-tratos; nesse caso, o agressor perde a posse e a propriedade do animal, sem indenização Quem abrir mão da guarda também perde a posse e a propriedade do pet; Descumprimento repetido de regras combinadas pode levar à perda definitiva da guarda. Em Bauru (SP), a fonoaudióloga Sandra Laranja vive essa realidade. Em entrevista ao g1, a mulher de 50 anos conta que divide o tempo com os 7 cães da raça Spitz com o ex-marido, Marcelo Barretta. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Tutora divide rotina de 7 cães com o ex-marido Arquivo pessoal “É livre demanda. O meu ex-marido viaja muito e fica alguns meses fora, daí eu fico com eles. Fora isso, eu os vejo a cada 15 dias ou mensalmente”, explica. LEIA TAMBÉM NOVA LEI: governo sanciona lei que institui guarda compartilhada de pets em caso de divórcio; veja regras VIDA NOVA: cão abandonado que seguiu casal e agora tem RG, rede social e vai até na escola BOM COMPANHEIRO: Cachorro se recusa a deixar delegacia após tutor ser preso Por ter um bom relacionamento, a guarda não é uma questão entre a dupla. Segundo ela, a lei é necessária, principalmente para aquelas dinâmicas que não terminaram bem. “É importante a lei, principalmente quanto a separação não for amigável”, ressalta. Senado aprova regras para a guarda compartilhada de pets, em caso de separação A fonoaudióloga explica que os animais não sentiram diferença com o novo modo de vida, já que vivem em dois lares. “Eles ficam tranquilos”, acrescenta ela. Casal divide guarda compartilhada de 7 cães Arquivo pessoal ⚖️ Importância da lei Para Thaís Votto, advogada e ativista dos direitos dos animais, a lei é a confirmação do reconhecimento animal enquanto ser, e não um objeto. “Com essa lei, mais uma vez, eles são reconhecidos como sujeitos que têm direitos, como entes familiares queridos, como seres que fazem parte da família e não sujeitos a uma partilha como se fossem bens”, defende a profissional. Thaís Votto é advogada e ativista dos direitos dos animais Arquivo pessoal A norma estabelece alguns critérios para a divisão da custódia e das despesas com os pets quando há o término do casamento do casamento ou união estável e não há acordo entre as partes. O texto, aprovado pelo Congresso em 31 de março, prevê que o juiz deverá dividir o compartilhamento da custódia e dos custos da manutenção do animal de maneira equilibrada entre as duas partes. Entre os fatores a serem julgados estão: condições de moradia, capacidade de cuidado, tempo disponível e bem-estar do animal. Lei reconhece importância de animais enquanto seres e não apenas objetos Arquivo pessoal A lei também presume que o animal que tenha vivido a maior parte de sua vida durante a relação deve ser tratado como uma "propriedade comum" do casal. Além disso, se uma das pessoas da relação possuir histórico de violência doméstica, a guarda compartilhada não será liberada em detrimento da proteção do animal. “É muito importante esse ponto que proíbe que esse agressor tenha, então, a guarda do pet”, reforça a advogada. 🐶 Animais ficam chateados com a separação? Segundo Sandra, os animais vivem tranquilamente nos dois lares Arquivo pessoal A partir do momento em que o casal se separa e opta pela responsabilidade em conjunto dos animais, eles passam a viver em duas residências. Segundo Thais, é necessário que os tutores fiquem de olho nos bichinhos, que podem sentir com o divórcio. “É importante sempre os tutores observarem se o pet está bem, se ele mudou o comportamento e se ele segue se alimentando. Caso haja alguma alteração, [o ideal] é procurar o médico veterinário de confiança." Initial plugin text *Sob supervisão de Mariana Bonora Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/tem-mais-pet/noticia/2026/04/30/lei-regulamenta-guarda-compartilhada-de-pets-sao-seres-que-fazem-parte-da-familia-diz-advogada.ghtml


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